sábado, 6 de dezembro de 2014

Decepções? Acontecem, né ¯\_(ツ)_/¯

Como os relacionamentos estão frágeis atualmente, né!? Não só os de namorados ou de cônjuges, mas em geral...
Às vezes me pego pensando se não é porque essa minha geração espera que em um clique tudo seja perfeito. Conduzem as conversas entre amigos para serem mais rápidas com o intuito de poder conversar com o máximo de pessoas em um dia... Mas porque disso se quantidade não é qualidade?

Elas esperam que os seus amigos sejam perfeitos como aparentam ser nas fotos ou nos posts em suas redes sociais. Daí quando decidem trazer a amizade para a convivência do dia-a-dia, começam a enxergar os defeitos e vem a frustração: "Ele(a) é falso(a), eu não conhecia esse outro lado dele(a). Independente de qualquer coisa eu não quero esse tipo de gente ao meu lado". Muitas vezes, a pessoa é rotulada como falsa por coisas simples e bobas, como por exemplo, mudar a opinião sobre determinado assunto ou quando você descobre que a pessoa não concorda com o seu pensando sobre determinado assunto (mas independentemente se sabe respeitar a sua opinião ou não, ela não presta mais porque é falsa por não concordar contigo).

Eu, particularmente, tenho medo de me jogar de cabeça em qualquer relação (seja essa qual for) exatamente porque sei que as pessoas não são perfeitas e que irão me machucar em uma palavra mal colocada ou em um gesto não pensado. Mas eu sou ciente que  sou passiva de erro e que também posso lançar uma palavra mal colocada ou agir de forma que magoe alguém, mesmo que não seja intencional. E a única coisa que eu exijo das pessoas que querem fazer parte da minha vida é o respeito e é só isso que posso exigir. Porque as minhas expectativas voam alto sem eu mandar, como a de vocês. Inconscientemente eu espero que as pessoas sejam sempre as mesmas comigo e que não terão tantos defeitos, mas eu aprendi que em todas as relações temos pequenas decepções e o que determina se a convivência com determinada pessoa deve continuar é analisar o quão bem essa pessoa lhe faz e se ela te respeita quando está na sua presença ou sem você por perto. Por isso eu já espero me decepcionar com as pessoas¸ com todas e sem exceção, torcendo para que elas não me decepcionem de uma forma tão feia... E se me decepcionarem? Paciência, a vida segue, alguma lição eu tiro disso e no final sou recompensada de alguma forma com a experiência.

Eu percebo que algumas das maiores dificuldades do ser humano é entender que somos feitos de mudança para que possamos aprender e para que possamos evoluir, que nunca somos ou pensamos exatamente igual aos outros sobre todos os assuntos. E a principal característica das pessoas de hoje é acreditar que podemos fazer com pessoas o que se faz com objetos quando se quebram... Você usufrui dos momentos que a pessoa lhe proporciona de alegria (entre outros sentimentos bons) e quando você enjoa dela ou quando ela começa a parecer “quebrada” por pequenos defeitos que você foi enxergando nela e daí é só colocar outra no lugar dela. E é assim... É SUPER natural fazer isso, não é mesmo!? Se não gosta mais, joga fora! É só mais uma pessoa mesmo. O sentimento é só você que tem, a outra pessoa não tem o direito de sentir dor... Então pisa, joga fora e coloca outra no lugar! Só tome cuidado! Como nos jogos tabuleiro, uma hora as peças acabam e diferente dos jogos há vezes que não dá para recomeçar quando se perde todas as peças.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Tradução livre da música "Manual"

Algumas pessoas me perguntam sobre uma musiquinha que eu, sinceramente, acho muito bonitinha e vivo com ela no Ctrl+C e Ctrl+V que é música Manual da Paty Cantú. 
A tradução da língua Espanhola para a Portuguesa eu, particularmente, acho uma coisa muito engraçada que não dá  para você jogar no Google Tradutor e esperar que de lá irá entender o sentido real das músicas ou textos. Tudo depende do contexto e as expressões devem ser levadas em conta para a perfeita compreensão.
Bom vamos parar de blá blá blá e vamos a tradução:




Manual - Paty Cantú

Eu fiz um manual para nos amarmos
Para não nos separamos,
Uma instrução de mim.

Um: Eu não sou daquelas que querem que alguém as salve
Talvez eu sou frágil, mas nunca covarde 
E quando eu erro, peço perdão

Eu sou complicada e difícil às vezes,
Por duas vezes me apaixonei.


Eu acredito que o ciúmes é estupidez


E se estou contigo é porque eu te amo.



Para nos apaixonarmos só nos basta querer,
Para nos reencontrarmos todo dia outra vez,
E você não vê que o amor é um dia de cada vez



Sabe... Eu não volto a amores que já acabaram,
Muito menos sou de visitar o passado
E reconheço o que sou e o que não sou



Sou complicada e difícil às vezes,
Por duas vezes eu me apaixonei.
E mesmo que eu não seja desse jeito sempre,
Nunca duvide que eu te amo!

Para nos apaixonarmos só nos basta querer,
Para nos reencontrarmos todo dia outra vez,
E você não vê que o amor é um dia de cada vez

Ooo... Só nos basta querer
Para nos reencontrar todo dia outra vez,
E você não vê que o amor é um dia de cada vez

Não, você não vê

Eu fiz um manual para nos amarmos
Para não nos separamos,
Uma instrução de mim.

Obs: Está é uma tradução livre, ou seja, é o meu entendimento sobre a letra da música. Há outras versões, porém nenhuma oficial. E eu não possuo, de forma alguma, direitos autoriais sobre essa música ou vídeo.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Desabafo sobre humilhações

Quem já foi humilhado, sabe que não deve humilhar a ninguém. E também sabe que de quem te humilhou gratuitamente só se tira o exemplo de como não ser.
Fazer deboches ou "brincadeirinhas" que provocam magoas propositais a outras pessoas não diminui o nível de humilhação por ser virtual.

Eu já cansei de falar sobre esse tipo de coisa que me chateia tanto ver nas redes sociais, principalmente no Facebook, mas parece que nunca acaba e que as pessoas não aprendem a ser gente civilizada. Me chateia, de verdade, ver esse tipo de coisa. E pior: são atitudes vindas de gente que diz ter sofrido humilhações que a marcou de uma forma muito dolorosa, mas que não pensa duas vezes na hora de pegar fotos de pessoas desconhecidas (ou conhecidas) para fazer piadas para alimentar o seu ego com likes no Facebook.

Não são coisas que me afetam diretamente porque eu não dou mais tanta importância às críticas destrutivas que recebo de um qualquer ou até de um familiar. Mas você sabe o que é receber emails de pessoas que você nem conhece pessoalmente falando de dor e vontade de morrer por sofrerem esse tipo de humilhação? Pois bem... Eu sei e é terrível saber que essas pessoas passam por isso e não poder fazer nada para remediar o sofrimento delas.

Fora da internet eu já fui humilhada muitas vezes e aguentei de boca fechada pensando que eu era a errada por ser negra, por ser mulher, por ser pobre, por não ser super magra, por não me comportar como queriam que eu me comportasse e por tantas outras coisas. Mas me diga: Quem nunca foi humilhado na vida? Quem nunca? Mas quando você foi humilhado, me diz se foi bom o sentimento... Ou vai me dizer que foi bom ser humilhado, na maioria das vezes por coisas que você não pode mudar em você? Vai me dizer que você não sentiu uma angústia no peito e um amargor na garganta?

Oww acorda e repensa nas suas atitudes!
Humilhar as pessoas te faz melhor em que? Só te transforma no monstro que você enxergou nas pessoas que te humilharam também.

A internet não é "terra de ninguém", como dizem por aí.
Tudo que você planta é colhido por você mesmo, você querendo ou não. E se, por acaso, te deram sementes de ódio você é capaz de discernir o bem do mal, optando por jogar fora a semente do ódio e plantar o amor ou plantar o ódio colher amargura de alma.

E como eu já disse em redes sociais e em conversas entre amigos ou colegas: Eu não acho bonitinhas as piadas que servem para afetar negativamente a auto estima de alguém.
Eu não acho bonitinha a cultura de intitular as pessoas de feios ou bonitos. E não serei hipócrita: eu também tenho o meu conceito do que é feio e do que é bonito. Mas sei que os meus conceitos não são uma verdade absoluta, que existem os conceitos das outras pessoas sobre isso e eu não posso impor nada a ninguém.

Bem, era isso o que eu queria expor mesmo: a minha frustração em ver tantas pessoas que reclamam de terem sido humilhadas e que humilham sem ter dó. Quando, na verdade, essas pessoas que foram humilhadas não deveriam imitar aos que lhes fizeram esse mal.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Desafios de vaidades: Porque as mulheres estão postando fotos #SemChapinha, #NoMake, #SemFiltros etc?

E aí gente, tudo bom!? 

Então, para quem não andou hibernando nessas últimas semanas sabe que rolou o Desafio do Gelo ou o Ice Bucket Challenge, como preferir falar. E também estão rolando os desafios de vaidades usando as hastags Sem Chapinha, Ao Natural, No Make, Sem Maquiagem, Cara Limpa, No Filter, Sem Enfeites e outras nesse sentido. 
Bom, como eu não quero falar sobre o desafio do gelo, olha só o que eu vou fazer: Não vou falar sobre ele porque eu não quero, porque o blog é meu e quem manda aqui sou eu! :P 

Agora, sem mal criadagem, eu não quero dar muito enfoque para esse assunto de Desafio do Gelo porque tenho "N" motivos para não concordar com o ato e não pela doação em si. Apenas uma coisa que não quero discutir. 

Voltando ao assunto dos desafios... Tem muita gente se perguntando o porquê desses desafios de vaidades, e achei uma boa ideia falar sobre, até porque eu também participei pelas redes sociais. Eu fui desafiada para o #NoMake (que sinceramente não fez nenhum sentido para mim, até porque eu não uso nem lápis de olho ou base rs) e também para o #SemChapinha. E para a minha surpresa, mais meninos do que meninas me incentivaram a fazer o desafio no Twitter, atendendo ao pedido fiz a foto e postei no Instagram, Twitter e Facebook. 

E o interessante foi que, pelo menos no meu feed de noticias do Facebook, poucas pessoas sabiam e estavam fazendo o desafio e após eu tê-lo feito muitas pessoas o aderiram. Eu Achei muito bacana porque não marquei ninguém e em menos de uma hora comecei a receber um monte de mensagens por inbox com meninas falando que iriam fazer também, mas que não sabiam qual era o intuito principal do desafio. Então irei explicar aqui porque foram criados esses desafios. Lembrando que o desafio não começou por uma aposta de dinheiro como estão fazendo por aí. 

Todo mundo sabe, que não todas, mas a maioria das mulheres são muito vaidosas e as que usam redes sociais não perdem a chance de se produzirem para as fotos que irão postar. Muitas usam a famosa chapinha ou babyliss, não tiram uma foto sem maquiagem e para completar a produção colocam filtros ou mexem nas fotos com o Photoshop ou outros editores de imagem. E qual é o problema disso? Tendo moderação, não há problema algum. 

Eu não vejo problema em se maquiar para acentuar a beleza, em querer alisar ou ondular os cabelos se a pessoa acha que fica bonita assim ou fazer alguns ajustes nas fotos para que fiquem mais agradáveis de serem admiradas. 
Pois não faz mal fazer essas coisas com moderação, problema começa quando essas coisas viram uma NECESSIDADE psicológica e exagerada. E o que é uma necessidade psicológica? É aquela necessidade que não existe para a sua existência biológica, mas que você a cria. 
Já ouviram alguém falar “Ah... Eu posso até sair vestida, mas se estou sem uma maquiagenzinha me sinto pelada”, “Se não der tempo de fazer escova ou chapinha no cabelo eu fico em casa, não saio com o cabelo feio nem a pau” ou “Eu tiro foto lixo e transformo em foto de luxo no Photoshop”? Essas frases caracterizam uma atual realidade da maioria das mulheres que usam redes sociais. E pasmem: é a realidade de alguns homens também. 

Muitas mulheres não conseguem se achar bonitas o suficiente para postar uma foto sem maquiagem, sem o cabelo estar alisado/ondulado ou sem colocar efeitos e fazer modificações nas fotos. E foi exatamente por isso que foram criados os desafios de vaidades, para que as mulheres se aceitarem e para incentivá-las a se amarem da forma que são. 

Durante muito tempo nós, mulheres, fomos obrigadas a fazer tudo que a sociedade nos impunha. Obrigadas a ter bons modos e a manter as aparências, deixando de lado as nossas vontades e nos reprimindo para que os outros nos aceitem em sociedade. Esses desafios de vaidades (#NoMake, #SemChapinha, #NoFilter #SemEnfeites  etc.) podem parecer pequenos e insignificantes, mas eles tem todo esse significado de liberdade para mostrar como você é debaixo da maquiagem/chapinha/Photoshop para incentivar as mulheres para que não se preocupem em demonstrar que são “perfeitinhas” em todo o tempo e também para que elas aprendam a amar a imagem que elas vêem no espelho sem enfeites. Eu acho que são muito importantes os desafios que passam mensagens positivas como estas. 

E eu não indiquei ninguém diretamente porque apesar de ser um desafio muito fácil para mim, ele também é muito difícil para muitas mulheres que ainda não se desprenderam dessas amarras psicológicas que as obrigam a estar sempre “produzidas” ou de achar que são feias sem essas ferramentas criadas para acentuar a beleza feminina. Bom, eu acho que já deu para entender qual era o intuito dos desafios de vaidades. Eu espero que tenham entendido e sintam-se à vontade para fazer também. É só tirar uma foto sem maquiagem, sem chapinha, sem babyliss ou sem edições de imagem e postar nas redes sociais com as hashtags de acordo com o desafio escolhido. Um beijo e tchau ;)

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Ouça Bem

Ouça bem, ouça muito bem
Si tu te aproximaste para me provocar dor,
Não te demores.
Apressa-te e deixe, logo, a facada!
Não espereis até que eu me apegue demais.
Vá e seja breve!
Deposite a dor, mas depois suma.
E se a tua consciência pesar e quiser perdão,
saiba que já o tens, mas vai depressa!
Vai-te,
pois esse coração já não aguenta ter que
 se armar e desarmar tantas vezes.
Já não aguenta tantas falsas promessas...
 Vai! Apenas vai!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

“As pessoas começam a dar valor à vida quando se deparam com a morte”

Por esses dias me veio à cabeça uma frase que eu havia lido em um livro “As pessoas só começam a dar valor à vida quando se deparam com a morte de perto. Seja essa de seus familiares, amigos queridos ou em uma situação de risco que nos deparamos”. Para falar a verdade, não lembro se a frase era exatamente assim ou, ao menos, o nome do livro certinho. Eu, apenas, guardei a mensagem e refleti sobre ela.

Sabe... Eu sempre admirei muito os meus avós e com a mesma intensidade, mesmo eles sendo completamente diferentes. O meu avô paterno era muito alegre, sempre tinha um sorriso no rosto e uma cantiga na boca, já o meu outro avô é tímido e todo fofinho. Uma avó eu nunca conheci e a outra materna eu nunca tive uma relação tão forte, mas hoje convivo mais com ela.

A única coisa que os meus dois avôs se pareciam era que não conseguiam decorar os nomes de todos os netos. E olha que, para ambos, são MUITOOOOOS netos... Daí eles, muito espertos, começaram a chamar os netos por apelidos iguais: fia/fio ou moleca/moleque.

Há pouco tempo o meu avô paterno se foi e foi difícil aceitar. E por mais que as pessoas falassem que já estava na hora, que ele já estava velhinho, era impossível não sentir a dor de sua falta. Pois ele tinha um espaço só dele aqui no meu peito... O espaço do meu “vô artista”, é assim que eu o considero, um “artista de sangue” que cultivava a arte de sorrir, contar histórias e de cantar. Ele se foi, mas o lugarzinho dele está aqui. E sabe... Ainda dói saber que ele não está mais aqui e nem estará a minha disposição para um abraço ou para pequenas prosas, agora só sobrou as lembranças. Mas hoje eu paro para pensar e, cara, que bom que eu só tenho boas lembranças do meu artista.

O meu outro avô, tenho certeza que sentirei a mesma falta e irá doer do mesmo jeito quando ele se for. Mas agora eu sei que, quando ele se for, o lugarzinho dele que fica dentro do meu coração também continuará  cheio de boas lembranças. E será um lugar exclusivo, igual ao do meu vô artista... Os momentos que estivemos juntos, o cheiro de suas roupas, o jeito de falar, o jeito de andar, os seus hábitos e tudo me fará lembrar dele. Igualmente ao que vivo com o meu avô que já se foi.

Tá, mas o que isso tudo que eu escrevi tem a ver com a frase do livro que eu mencionei no começo do texto?

Tem a ver que depois que me deparei com a morte do meu avô artista, eu comecei a pensar mais no meu avô tímido. E que como eu colecionei boas lembranças e chorei por lembrar com carinho por um, assim eu quero que seja com o outro ou ainda com a minha avó. 
Eu sei que vai doer muito saber que eles não estarão mais aqui para eu abraçar, e dói mesmo. É uma dor diferente, que deixa o coração apertadinho e te faz chorar independente de onde você está ou do que está fazendo. Mas, a partir do momento em que essas pessoas se vão, o que fica são as lembranças e você tem que seguir com a sua vida. E por isso é importante que as lembranças que você tem, de quando você estava com quem já se foi, sejam boas para que não se arrependa a vida inteira por algo que fez ou deixou de fazer para eles.

As pessoas idosas costumam falar e repetir muitas vezes as mesmas coisas, gostam de contar histórias... E sabe, não custa nada parar um tempinho para escutá-las. Pois você aprenderá muito com elas e sentirá saudade de cada momento e cada história (principalmente, terá saudade, das histórias mais repetidas que os seus avós contavam).

Por isso escute, dê atenção, reserve um tempinho para eles enquanto há vida. Porque, depois que eles se vão, a saudade é inevitável.